"Não sou Capaz"

Podes ver a versão em vídeo deste post em https://youtu.be/itS6qGXy264

Mindset

Hoje vamos mergulhar nas profundezas e falar sobre um “mindset” que muitas vezes nos impede de fazer as coisas que gostamos. Não foi fácil escrever nem falar sobre este tópico, mas sempre na minha perspectiva de que tudo tem um lado positivo, também vou com certeza aprender algo com isto, nem que seja pelo método da repetição de tentar “martelar” isto na minha cabeça.

Quem me conhece, acha sempre que sou uma pessoa muito confiante e segura de si e das suas ideias. E admita-se, tenho noção que já fiz muita coisa para concretizar objetivos pessoais que durante muitos anos eram só sonhos ou ideias soltas. Mas isso não significa que não tenha dúvidas, que não me questione, e que ache que “não sou suficiente”.

Quantas vezes já ouviste esta voz na tua cabeça?

Às vezes, vem mascarada de outros argumentos, como “não ganho o suficiente”; “não faço o suficiente”; “não sou boa esposa/marido”; “não sou bom amigo(a)”; não sou boa artista; NÃO SOU.

Este tipo de pensamento arrasta-nos para baixo, e quando não lutamos contra ele acaba por se apoderar de nós e dominar a forma como lidamos com as pessoas à nossa volta e despoletar comportamentos auto destrutivos que na nossa cabeça “compensam” todas as nossas falhas. Isto tem aspeto diferente para cada pessoa, para uns pode ser comer descontroladamente, para outros fazer compras, para outros comportamentos promíscuos…ou outros que habitualmente se chamam de comportamentos de risco. Pode ser até tão “simples” como o eco incessante que se repete na tua cabeça, cada vez que vais pegar num lápis para desenhar uma ideia que tiveste enquanto estavas no banho, ou quando estavas a ver a tua série preferida no Netflix, e que te diz logo no primeiro risco “mas o que é que estás a fazer? Tu não tens as competências para fazer essa ilustração, tu não sabes, não consegues” blá blá blá.

 Pensamentos poderosos

“Todos nós cometemos erros, temos batalhas, e nos arrependemos de coisas no nosso passado. Mas tu não és os teus erros, nem as tuas batalhas, e tu estás aqui e agora com o poder para moldares o teu dia e o teu futuro”. Steve Maraboli

 

Primeiro passo: admite as tuas batalhas, admite que tens falhas e que nalgumas alturas és fraco. Que querias desenhar uma raposa, mas que no final parece o cão rafeiro do vizinho; que querias criar aquele gradiente maravilhoso e lisinho no fundo da tua ilustração mas que saiu cheio de manchas “couve-flor”. E tu nem sequer gostas de couve-flor.

Admitir as tuas fraquezas não significa que te deixes consumir por elas (e olha que isso é muito fácil de conseguir); significa apenas que sabes que elas lá estão e que podes tomar passos refletidos na direção oposta; significa que quando quiseres desenhar uma raposa da próxima vez não o vais fazer de memória, vais ao Google ou ao Pinterest ou whatever, e vais pesquisar por referências. Como o “Tuga” gosta de dizer à bela moda profunda e sombria do povo que inventou o Fado, só a Morte é que não tem solução. Por isso, reconhece quais são as tuas falhas e toma passos conscientes para as ultrapassar.

Mãos ao trabalho

Picasso uma vez disse “A Inspiração existe, mas tem que te encontrar a trabalhar”.

Pega já num papel e numa caneta ou o que estiver mais à mão, e faz. Não penses demasiado sobre isso, faz só! Faz um círculo, um quadrado, uma estrela, ou qualquer outra forma geométrica; desenha aquilo que desenhas sempre, a tua zona de conforto, mas FAZ. Porque o importante é fazer, e enquanto fazes, pões o cérebro a mexer e tens outra e outra ideia, e por aí fora.

Só não te esqueças é de, no meio deste processo todo, respirares fundo muitas vezes e pensares “Eu sei que achas eu não sou capaz, mas eu vou provar que estás errada”. E a vozinha dos infernos, não desaparece, mas vai começar a baixar o volume e coisas maravilhosas vão acontecer. Prometo!

 

Abreijos,

Margarette